Onde Estão as Estatísticas da Violência Doméstica Contra Homens?
A imagem acima gerou bastante repercussão nas redes sociais.
Além de dezenas de compartilhamentos, além do previsível apoio incondicional de sites machistas/masculinistas, aconteceu, naturalmente, a igualmente previsível onda de ódio que aparece toda vez que alguém comete a heresia de questionar as verdades inquestionáveis do feminismo.
Muitas pessoas comentaram furiosas. Muitas acusações de machismo, de segregação, as tradicionais "é fácil falar sendo machinho de classe média"... repetidas vezes citaram a trágica história da Maria da Penha (a pessoa, não a lei). Repetidas vezes reafirmaram, como se já não estivesse na própria imagem, o quanto as mulheres sofrem com a violência doméstica no Brasil. Citaram a jurisprudência que permitiu a Maria da Penha (a lei, não a pessoa) ser usada para homens, como se fosse a maior novidade do mundo. No Facebook até uma imagem-resposta, que basicamente editava o último balão do diálogo, apareceu.
Em comum, todos os protestos, todas as revoltas, todas as reclamações e ofensas dirigidos à minha pessoa, e até o balãozinho editado que reproduzo aqui do lado, tinham apenas uma coisa:
Nenhum deles respondia a pergunta da imagem.
Quantos homens são vítimas de violência doméstica?Como se as respostas furiosas tivessem sido feitas por encomenda pra ilustrar a minha imagem, todas as ofensas, discursos furiosos, ideologias e acusações trabalharam juntas, em uníssono, validando exatamente a sua mensagem.
Quantos homens são agredidos em casa? Ninguém se importa. O site "Delas" no iG até tentou fazer [uma reportagem] sobre o assunto, mas acabou ficando só nos "depoimentos pessoais" porque as estatísticas simplesmente não existem. Aparentemente ninguém está interessad@ em levantar esses números. Afinal, quem se importa? Os dados não existem. Ninguém sabe, ninguém quer saber.
Uma das ativistas revoltadas chegou a dizer que "os homens que resolvam seus próprios problemas". Como se fosse uma guerra. Como se fosse "nós contra eles", duas categorias diferentes de pessoas disputando direitos. Como se, pelo fato de compartilharmos o mesmo gênero, eu tivesse que sentir mais compaixão pelo [Valdemir Victor] do que pela Maria da Penha. Algumas dessas feministas, pelo visto, se sentem confortáveis sentindo o contrário.
E como fica o embasamento das afirmações feministas nesse cenário? Uma das desculpas mais recorrentes para o [sexismo] da Lei Maria da Penha, repetida à exaustão por todo tipo de feminista, é que os casos de violência contra a mulher são "maioria absoluta".
Mas peraí, de onde foi tirada essa informação? Se simplesmente ninguém se importa em fazer estatísticas sobre a violência doméstica contra homens, quando foi que alguém se outorgou a autoridade pradedicir que o número de casos contra homens é insignificante?
Então quer dizer que é tudo achismo? Quer dizer que ninguém sabequantos homens sofrem violência em casa? Que ninguém sabe quantos homens apanham calados, com medo de serem ridicularizados na delegacia?
Quer dizer foi criada uma lei que dá direitos superiores a mulheres, que foram criadas delegacias exclusivas para mulheres, simplesmente porque feministas desconfiam que a maioria de casos de violência é contra a mulher? Porque feministas acham que homens sofrem menos com esse problema?
Sei lá... quem se importa?
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