Apesar de representar menos de 20% do efetivo total da corporação, policiais militares lotados em UPPs são quase 66% das vítimas de ataques de criminosos. Levantamento feito pelo EXTRA mostra que, dos 44 PMs baleados ou mortos em 2015, 29 eram de UPPs.
Comparando apenas as vítimas fatais, essa proporção aumenta: dos 13 militares mortos de 1º de janeiro até esta segunda-feira, sete eram de UPPs. Desses, apenas um PM não estava de serviço quando foi assassinado. Já dos 31 baleados neste período, 22 eram de UPPs, sendo que apenas quatro estavam de folga.
A última vítima fatal foi o soldado Diego Moutinho da Silva Maia, de 29 anos, morto em Nilópolis, na Baixada Fluminense, na noite de domingo. No mesmo fim de semana, outros dois policiais militares foram mortos e cinco ficaram feridos em diferentes regiões do Rio. Nesta segunda, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, voltou a comentar o assunto:
— Os policiais são vítimas de homicídios assim como qualquer cidadão da sociedade. O diferencial para mim são duas coisas: o cidadão muitas vezes não reage e está certo em não fazê-lo. E aí pode vir a não sofrer o homicídio. O policial, infelizmente, não tem essa escolha. Se é identificado, fatalmente vai morrer. E na segunda possibilidade, que é a de tentar reagir, ele normalmente sai atrás porque é a reação a uma ação. E muitas vezes perde a vida.
Já o governador Luiz Fernando Pezão defendeu novamente punições mais severas para assassinos de policiais.
— Infelizmente, é uma chaga muito triste do nosso estado. Desde abril, tenho defendido leis mais severas para quem comete esse tipo de crime. Estamos atentos a isso. Nunca fui acostumado com a violência e sinto muito.
Efetivo
Atualmente, há 49.242 policiais militares no Rio. Desse total, 9.543 estão lotados nas 38 UPPs.
Mortos
Dos sete PMs de UPPs mortos em 2015, há militares lotados no São Carlos, na Cidade de Deus, na Vila Kennedy, na Rocinha e no Fallet/Fogueteiro.
Baleados
Já dos 22 PMs lotados em UPPs e feridos por tiros, há militares do Tabajaras, Camarista Méier, Arará/Mandela, Alemão, Cidade de Deus, Turano, Vila Cruzeiro, São João, Salgueiro, Nova Brasília, Fazendinha e Providência.
Trabalhando
Dos 44 mortos e feridos, 28 estavam em serviço.
Fonte: Extra Online
Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/levantamento-mostra-que-dos-44-pms-baleados-ou-mortos-29-eram-de-upps-15547673.html#ixzz3Tz8onjtk

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